Vereador expõe mandioca no plenário da Câmara de Cachoeiras de Macacu após ter microfone cortado; cena repercute nas redes
08/04/2026
(Foto: Reprodução) Sessão na Câmara de Cachoeiras de Macacu tem cena inusitada
Uma confusão entre dois vereadores durante sessão da Câmara Municipal de Cachoeiras de Macacu, no interior do Rio de Janeiro, terminou com a entrada de uma mandioca no plenário, cena que viralizou nas redes sociais, sendo alvo de críticas e memes.
A confusão aconteceu na sessão ordinária realizada desta terça-feira (7), e envolveu o presidente da Casa, conhecido como Lolo Eletricista (PP), e o vereador Nilton Mazoto Viana, o Dunga (DEM).
Tudo aconteceu depois que o microfone do vereador Dunga foi desligado, mas ele continuou falando em tom elevado.
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Vereador colocando a mandioca na mesa após discussão no plenário em Cachoeiras de Macacu
Reprodução Inter TV
"Dá licença, vereador, para mim concluir aqui...Esse vereador que tá tumultuando, ele já faz isso toda sessão, todos conhecem... e existe um regimento! Corta o microfone do vereador, por favor, porque ele não está com a palavra", disse o presidente.
Quando o presidente da Câmara advertiu que iria cortar o microfone do parlamentar, o aparelho já havia sido desligado. Após a discussão, Dunga deixou o plenário e retornou logo depois com a mandioca, que chamou a atenção dos presentes.
O g1 não conseguiu contato com o vereador para saber a razão dele ter usado o item em sua manifestação.
Repercussão nas redes sociais
O vídeo circulou nas redes sociais e alguns internautas disseram que, num primeiro momento, chegaram a confundir a mandioca com um berrante, pelo tamanho e formato do item.
O que também despertou a atenção foi o fato dela estar toda envolvida num plástico filme, normalmente usado para preservar os alimentos.
Enquanto parte do público tratou o episódio como uma brincadeira, outros criticaram a atitude, apontando que o município enfrenta dificuldades, especialmente na área da saúde, e que a Câmara deveria priorizar a votação de projetos considerados importantes.
O que diz a Câmara Municipal
Em comunicado divulgado nesta terça-feira (8), a Câmara Municipal informou que houve uma “intercorrência no andamento dos trabalhos”, marcada por alteração no tom de voz e manifestações que geraram desconforto.
Segundo a nota, as medidas adotadas pela Presidência seguiram o Regimento Interno, que prevê o corte da palavra de parlamentares que ultrapassem o limite de atraso para o início da sessão.
Ainda de acordo com a Câmara, o item citado durante a sessão o aipim era um presente de um cidadão destinado a todos os vereadores e não tinha qualquer relação com o episódio registrado no plenário.
No comunicado, a Câmara reforçou que divergências fazem parte do processo democrático, mas destacou a importância do respeito institucional entre os vereadores e reafirmou o compromisso com a transparência, a responsabilidade e o bom funcionamento dos trabalhos legislativos, colocando-se à disposição para novos esclarecimentos.
O vereador Dunga também se manifestou posteriormente, afirmando que sua atitude foi retirada de contexto e que não teve a intenção de deboche nem de ferir o decoro parlamentar. Segundo ele, a situação foi uma coincidência de momento, sem vínculo com a discussão ocorrida durante a sessão.